Como escolher um software de comissão
- Comece pelos dados. O software de comissões só é tão bom quanto os dados de vendas que ele lê. Liste onde ficam as vendas fechadas, o faturamento e a folha de pagamento, e confira primeiro as integrações nativas.
- Teste a regra mais difícil. Peça a cada fornecedor para configurar o seu caso real mais complicado — uma faixa retroativa, uma divisão de comissão com comissão do gestor, um estorno —, não um plano de demonstração.
- Veja o que o vendedor vai enxergar. Quem consegue rastrear cada linha da própria comissão contesta menos.
- Pergunte ao financeiro o que ele precisa. Trilha de auditoria, aprovações e amortização das comissões (ASC 606 nos EUA, CPC 47 no Brasil) são indispensáveis para algumas empresas e irrelevantes para outras.
- Confira a adequação ao Brasil. Cobrança em reais, emissão de nota fiscal, suporte em português, integração com a sua folha e tratamento dos reflexos da CLT sobre as comissões: nenhum desses itens entra na nossa nota, então pergunte a cada fornecedor.
- Calcule o custo total. Licença por pessoa comissionada, taxa de plataforma, implantação e o tempo interno de administração.
Quer testar mudanças no plano antes de comprar qualquer coisa? Use o simulador de plano de comissão ou a calculadora de ROI de software de comissão (em inglês).
Perguntas frequentes
O que é um software de comissão de vendas?
É um sistema que calcula a remuneração variável a partir dos dados do CRM, do faturamento e do RH, aplica as regras do plano (faixas, aceleradores, divisão de comissão, estornos) e entrega ao vendedor e ao financeiro um extrato que dá para conferir. As plataformas maiores costumam ser chamadas de software de gestão de remuneração variável (ICM, incentive compensation management) ou SPM.
Por que um ranking por segmento e não um top 10 único?
Porque a ferramenta certa para uma startup com 15 vendedores raramente é a certa para uma empresa com 2.000 pessoas comissionadas. Cada segmento pondera os critérios de um jeito: preço público pesa mais para empresas pequenas; trilha de auditoria e suporte a ASC 606 pesam mais para as grandes.
Os fornecedores pagam para aparecer no ranking?
Não. Hoje não temos acordo comercial com nenhum fornecedor. Se passarmos a receber por indicação no futuro, isso será informado ao lado do ranking e nunca vai mudar a ordem nem os critérios.
O que significa "não verificado"?
Que não conseguimos confirmar a informação nas páginas públicas do próprio fornecedor. Não quer dizer que a ferramenta não tenha o recurso. Na nota, o item não pontua, porque o ranking mede o que um comprador consegue confirmar publicamente hoje.
Os critérios levam em conta a realidade brasileira?
Ainda não. Os critérios e as informações dos fornecedores foram levantados para o mercado americano. Itens como cobrança em reais, nota fiscal, integração com a folha de pagamento brasileira e cálculo de reflexos da CLT (DSR, férias, 13º) não fazem parte da nota: pergunte diretamente a cada fornecedor.
Eu preciso mesmo de um software?
Nem sempre. Com menos de umas duas dezenas de pessoas comissionadas e um único plano simples, uma planilha bem montada costuma bastar. O nosso diagnóstico em seis perguntas dá uma resposta fundamentada.